Expressionismo

Esse movimento esteve em oposição ao Impressionismo e focou mais nas sensações que a arte proporcionava. Ele mostrou os sentimentos humanos e suas preocupações no início do século XX. Esse movimento ora fora esquecido, ora lembrado no decorrer do século por causa das sensações que o mesmo proporcionava.

Ele surgiu na Alemanha, em Dresden, entre 1904 e 1905. Seus participantes foram Ernest Ludwig Kichner (1880-1938), Karl Schmidt-Rottluff (1884-1976) e Erich Heckel (1883-1970), juntos formavam o grupo chamado Die Brüche na tradução, significa A Ponte.

Suas características são:

  • Representação dos sentimentos humanos através de linhas e cores. Algo que já vinha sendo trabalhado por Van Gogh, em que cor e deformação mostravam o interior do homem moderno;
  • Deformação da realidade;
  • Pessimismo em relação ao mundo;
  • Foge das regras tradicionais da arte;
  • Melancolia.

Principais pintores:

Edvard Munch (1863-1944) - sua obra mais destacada foi 'O grito', por causa da expressão das linhas, cores e seres que mostravam as angústias do homem moderno; Outra obra é 'Cinco Mulheres na Rua', em que retratava como era a burguesia.

Fauvismo ou Fovismo

Esse movimento surgiu em 1905, em Paris e foi fruto de uma crítica no Salão de Outono, por Louis Vauxcelles. Jovens foram chamados de fauve, que significa feras, pelas suas pinturas agressivas com cores puras.

Características

  • Formas simplificadas;
  • Utilização de cores puras (tal como são nos tubos de tinta);
  • As pinturas não representam a realidade (cores e figuras são sugestão dos artistas).

Artistas

  • André Derain (1880-1954);
  • Othon Friesz (1879 – 1949);
  • Maurice de Vlaminch (1876 – 1958);
  • Henri Matisse (1869-1954) – ele foi uma das maiores expressões do estilo e procurou mostrar as formas das figuras, sem se preocupar com a realidade e as cores. Um exemplo é a obra 'Natureza-morta com Peixes Vermelhos' (1911). A composição era organizada de acordo com as cores puras e algumas figuras da obra.

Apesar disso, muitos dos autores fauvistas não foram aceitos ao apresentarem suas obras.

Cubismo

O cubismo surgiu de uma obra feita por Cézanne, que retratava a natureza com figuras geométricas. Outros artistas do estilo se aprofundaram e buscaram mostrar os objetos como se estivessem abertos. Assim, ele evoluiu para dois tipos: o Cubismo analítico e o Cubismo sintético.

Cubismo analítico (1908-1911) – desenvolvida por Picasso e Braque:

  • Seu estilo era a utilização de poucas cores;
  • Definição de um tema apresentado em todos os ângulos;
  • Perda da realidade, sendo impossível reconhecer as figuras.

Cubismo sintético – fugia dessa perda de realidade, mas ainda buscava retratá-la de várias formas. Foi chamado, também, de colagem, porque eles colocavam tudo o que podiam, como letras, números, vidros, etc., com o intuito de criar novos efeitos e despertar a atenção.

Principais artístas

Pablo Picasso(1881-1973) – ele era um gravador e escultor e introduziu várias técnicas ao estilo:

na fase azul(1901-1904) retratou tristeza e melancolia;

na fase rosa(1905-1907) retratou acrobatas e arlequins.

Outra técnica advinda da arte africana foi a elaboração da estética cubista. Ele deformava todas as partes do corpo humano e destruia a harmonia das formas. Retratou isso em sua obra Les Demoiselles d'Avignon. Ele começa a retratar obras sobre a realidade dos conflitos e guerras, em seu famoso mural, Guernica (1937). Por último, em suas gravuras, de 1907 a 1972, suas obras gravadas eram expressivas com o desenho, opondo claro e escuro.

  • Georges Braque (1882-1963) – para ele, a pintura não era uma descrição da realidade. Ele passou pela fase do Cubismo analítico, sendo destaque a obra 'O Português'. E, após 1913, passa a representar os objetos pelo Cubismo sintético, destacando as partes significativas da obra.
  • Fernand Léger (1881-1995) – representava um novo cubismo: para ele, as máquinas e o crescimento industrial, do final do século, eram tão importantes quanto uma escultura. Com isso, um novo mundo pode ser construído. Uma obra que enfatiza isso é 'Elementos Mecânicos' e o 'Tipógrafo'. Em 1925, com seu contrato com o arquiteto Le Corbusier, descobre a importância dos murais e procura superar a diferença entre uma obra e um desenho industrial.

Características

  • Utilização de formas geométricas nas obras;
  • Falta de perspectiva (três dimensões dos seres);
  • Estética cubista (destruição da harmonia e decomposição da realidade).

 Abstracionismo

Surgiu de uma tela de Wassily Kandinsky (1866-1944), chamada Batalha. Na pintura, abstracionista não há relação entre a realidade, cores e formas. Conhecem essa técnica os pintores Mikhail Larionov (1881-1964) e Natália Gontcharova (1881-1962), russos que valorizavam a relação com as cores, mas não com o tema da obra.

Já em 1912, Vladimir Tatlin (1885-1956), em viagem a Paris, gostou das colagens cubistas e resolveu implantar no novo estilo: pintura em relevo com vários materiais e figuras abstratas, dando origem ao Construtivismo. Os escultores Antoine Pevsner (1886-1962) e Naum Gabo (1890-1977), juntamente com Tatlin, criaram várias peças abstratas, dando-lhes o nome de construções ao invés de esculturas.

A Revolução Russa, em 1922, veio acabou com o construtivismo. Tatlin se ligou a ela, Gabo e Pevsner deixaram o país, quando o governo revolucionário fechou os ateliês dos artistas. Mas, logo depois, em 1931, eles dão origem ao movimento chamado Criação Abstrata. A partir das primeiras pesquisas, logo começou a fazer parte da pintura moderna, e duas tendências surgiram em seguida:

  • Abstracionismo sensível ou informal – predominam os sentimentos e emoções e as cores são associadas com elementos da natureza. Por exemplo, a obra Domingo, de Kandinsky.
  • Abstracionismo Geométrico – cores e forma são organizadas de acordo com as composições geométricas. Por exemplo, as obras de Piet Mondrian: ele buscava a essência dos objetos que se harmonizam com o universo. Retratada em 'Árvore Vermelha'.
  • A partir das décadas de 20 e 30, linhas diagonais e curvas foram trocada por horizontais e verticais que, juntamente às cores, trouxeram equilíbrio às obras.

Em busca de outras tendências da pintura do século XX, se destacaram, novos estilos que caracterizaram as primeiras décadas do século XXI. Valorizavam a velocidade das máquinas e do cotidiano e as tendências produzidas pela cultura industrializada.

Futurismo

O futurismo é um estilo influenciado pelo movimento literário Manifesto Furista, criado por Filippo Tommaso Marinetti, em 1909. Ele era um poeta e escritor italiano que sugeriu às pinturas a velocidade das máquinas e a exaltação do futuro. Para os pintores desse estilo, os artistas não tinham essa visão de futuro. Com outro manifesto, criado por Umberto Boccioni, Luigi Russolo, Carlo Carrà, Giacomo Balla e Gino Severini, em 1910, Milão, nas obras eram representadas os movimentos em si. Usaram cores, retas, curvas que dessem ideia de velocidade. Ex.: peça em bronze 'Formas Únicas de Continuidade no Espaço', do escultor Umberto Boccioni.

Os estudos de Freud sobre psicanalismo e a política mostravam a complexidade da sociedade moderna. Em crítica à cultura europeia, surgiram:

Pintura Metafísica – uma pintura que mostrava a falta de sentido da sociedade contemporânea: mistério, luzes, objetos, sombras e cores intrigantes. Tinha como principal artista, Giorgio De Chirico (1888-1979), um pintor italiano, com suas obras 'O Enigma da Chegada' e 'O Regresso do Poeta'.

Dadaísmo

Artistas e intelectuais franceses e alemães se reuniram em oposição à Primeira Guerra Mundial. Foram para Zurique, na Suíça, e em 1916, criaram o Dada, cujo significado é cavalo de pau, palavra encontrada por Hugo Ball e Tristan Tzara num dicionário alemão-francês. Assim como o nome, a arte não significava nada, da mesma forma que a guerra.

Características:

  • Elementos fugiam do racional e eram combinados por acaso;
  • Os artistas negavam a sua cultura e representavam um protesto;
  • Obras utilizavam a colagem para retratar o estilo, com críticas e sátiras à desordem da Europa;
  • Eles utilizavam o princípio do automatismo psicológico, proposto por Freud, em que “os atos praticados pelos homens são automáticos e independentes de um encadeamento de razões lógicas.

Isso deu origem ao Surrealismo, do escritor e poeta André Breton (1896-1966), na França, em 1924. Nesse novo estilo, as obras eram representações ilógicas do subconsciente, como imagens vistas em sonhos ou alucinações. Às vezes, representavam aspectos da realidade em excesso, com elementos inexistentes. Um dos principais artistas desse estilo é Salvador Dali (1904-1989).

Essa pintura deu origem às duas tendências: Figurativa, com os artistas, Salvador Dali e Marc Chagall e abstrata, com Joan Miró e Max Ernest.

Nos grandes centros urbanos industrializados, com a recuperação da Segunda Guerra Mundial, a indústria estava a todo o vapor. O consumismo começou a fazer parte da sociedade no início da segunda metade do século XX. Veja as expressões que mais se destacaram:

Op Art

Expressão do inglês, optical art, que significa arte óptica. Victor Vasarelyn é o responsável por iniciar essa arte através da plástica do movimento. As pinturas possuem representações de figuras geométricas e cores, preto e branco ou coloridas. Toda a obra sugeria o movimento e era uma arte que estava em constante mudança.

Suas pesquisas se desenvolveram na década de 60, cuja manifestação para exposição coletiva se deu no Museu de Arte Moderna de Nova York, em 1965. Outro artista importante é Alexander Calder (1898-1976), na criação de móbiles associando-os aos retângulos das telas de Mondrian sugerindo movimento.

Chamada de Mobile em Dois Planos, de início o observador podia movimentá-los; depois de 1932, ele verificou que a simples ação do vento podia fazer isso.

Pop Art

Pop Art, no português, significa arte popular, surgiu nos Estados Unidos, por volta de 1960 e atingiu vários lugares do mundo.

Os artistas retratavam o dia a dia das grandes cidades norte-americanas, relacionando a arte com a vida comum. O tema da arte era símbolos da grande massa consumidora e da era industrializada, ou seja, aquilo que fazia sucesso.

Destaques:

Marilyn Monroe, uma ilustração feita por Andy Warhol, com o método de produção em série de cores e repetição de imagens.

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